
QUE CORPO É ESSE?
um Solo de Carol Andrade
Coletivo
INComum
de dança
Código Elastic
Um Elástico preso no corpo, Fazendo assim que molde e não o deixe envergonhada dos olhares. Cores escuras e claras, variando assim o equilíbrio que rodeia o espaço corporal. Os recortes com seus traços brancos, trazendo consigo os passos de salto. Os Cones com seus arames entrelaçados, definindo o ‘embaiado’ do peito.
Diego Ravelly
D e f i n i ç õ e s
.Cinta com cones
.cinta
.Saia recortada com detalhes brancos


Fotografias
![]() Fotografia Rubens Henrique | ![]() Fotografia Rubens Henrique | ![]() Fotografia Rubens Henrique |
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![]() 3.jpg | ![]() Fotografia Rubens Henrique | ![]() Fotografia Rubens Henrique |
![]() Fotografia Rubens Henrique |
fonte- Rafael Macário - 25/04/2015
O Sesc-Petrolina está realizando seu oitavo festival de dança, conhecido por: Aldeia Vale Dançar. Que será realizado durante os dias 21/04 ao dia 02/05, confira a programação (http://www.sesc-pe.com.br/hotsites/2015/vale-dancar/programacao.php). E hoje dia 25 de abril tive o privilêgio, de ser expectador de um experimento teatral no qual, suas ideias e estéticas me remetiam a os experimentos performáticos baseados no método Abramovic, “de como a arte transforma o corpo, e vice-versa”.
Com direção e interpretação – brilhantes diga-se de passagem – de Carol Andrade. “Que Corpo é Esse?” foi um soco no estômago! A performer usou de suas memórias, em eventos, nos quais era apontada como parte da equipe técnica - devido seu sobrepeso – e não como bailarina da companhia. Andrade libertou sua representação identitária no palco do “Dona Amélia”, exibindo os estigmas, as dores que os todos sofremos, em busca de um corpo perfeito – essa foi minha primeira interpretação – as dicotomias entre pessoas, magras e gordas, de forma agressiva, impactantes e emocionantes.
Tomado por um sensacionismo, vi refletido na performer, situações e situações – que sofri ou que vi o outro sofrendo – pois as sensações são reais na vida, e vi uma materialização e racionalização da arte transformando essas sensações em consciência. Os toques surrealistas – não se essa foi a intenção do figurinista Diego Ravelly – com os manequins as mascáras, resaltando a terceira mascára, que com a busca de um corpo perfeito há a queda da personalidade, o deglutinação dos doces – que remeteram aos algodões que as modelos, ingerem – a provocação do vômito sugerindo distúrbios alimentares, apontando agora a performer Millie Brown conhecida pelas suas performances com vômito, e finalmente a nudez, a final aceitação do corpo se auto legitimando, a catarse final, pude sentir o empoderamento do corpo e o grito no silêncio.
E como diria João Lima “O trabalho do corpo revela certos estados de subjetividades e
aponta possibilidades de imersão” e Carol Andrade imergiu para dentro dela.
Agora chega desse meu discurso pseudocientífico/professoral,
que outros sintam as sensações e sejam atingidos, no mais: BRAVO! BRAVO! BRAVO!

Rafael Macário - Letras
fonte- Edenevaldo Alves - 17/05/2015
Espetáculo Que Corpo É Esse? questiona os padrões de beleza em temporada no Teatro Dona Amélia
Postado por: Edenevaldo Alves em Cultura 17 de maio de 2015.
Em uma época onde a moda dita que o belo é ter uma “barriga negativa” e os empreendimentos Fitness tomam conta do mercado, o Coletivo Incomum de dança discute a ditadura da beleza através do espetáculo Que Corpo É Esse?. Um solo da bailarina Carol Andrade, que fará temporada no Teatro Dona Amélia, nos dias 30 e 31 de Maio.
A criação desse novo trabalho é uma resposta para um questionamento que há muito se repetia para a bailarina, “existe um corpo ideal para a dança?”, já que o senso comum traz um estereótipo de bailarinas jovens e magras. “Devido ao meu ganho de peso, nas viagens com espetáculos nunca me viam como bailarina e sim como técnica. Então, comecei a pensar e pesquisar sobre o assunto”, relembra a artista. Além de estar em cena, Carol Andrade também assina a criação coreográfica e a direção do espetáculo.
Na equipe técnica, entre os parceiros estão Carlos Tiago na criação da iluminação e André Vitor Brandão na concepção de cenário. O trabalho também abre espaço para novos criadores da cena, com a assinatura do figurino por conta de Diego Ravelli e a concepção de trilha sonora por Ítalo Miranda. Completando a equipe, Paulo Junior cria as máscaras e Gracy Marcus é a preparadora corporal.
As apresentações, em parceria com a Fecomércio-PE e o Sesc, começam sempre às 20h, com restrição para menores de 16 anos. Os ingressos custam R$ 5,00 (cinco reais), para estudantes e comerciários, e R$ 10,00, para o público em geral.
O Coletivo Incomum
Criado em Abril de 2011, o Coletivo Incomum tem o objeto de trabalhar a dança de forma inversa, um processo criativo que parte da sensação corporal para então criar o movimento. O grupo estreou sua primeira criação no mesmo ano, o espetáculo Dilatado. De lá para cá, se dedicou a experimentações cênicas e participou de festivais como o Aldeia Vale Dançar e o Janeiro Tem Mais Arte. O coletivo completa 04 anos em 2015, estreando Que Corpo É Esse?, seu segundo espetáculo.
Sobre Carol Andrade
Esse é o primeiro espetáculo solo da bailarina Carol Andrade. Criada em Recife-PE, sua carreira começou ainda na capital pernambucana, sendo incentivada pela avó a frequentar aulas de Ballet Clássico. Após um tempo, encontrou a paixão pelas danças populares, participando de grupos onde iniciou suas criações. Em Petrolina, Carol já dançou no Grupo Matingueiros e na Cia. Balançartes. Atualmente se dedica a dança contemporânea na Cia. de Dança do Sesc Petrolina, integrando o elenco há 07 anos, e atuando como criadora no Coletivo Incomum de dança.

Edenevaldo Alves






